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sexta-feira, abril 30, 2004

QUANDO FALAM RICARDO GOMES, QUE ANIMAL LHE VEM À CABEÇA ?

Depois de enterrar a seleção olímpica, deixando Kaká e a vaga escaparem, e fazendo uma série de substituições ridículas, Ricardo Gomes veio para o Fluminense -- mais ou menos à mesma época em que Danrlei e Odvam, duas unanimidades, eram integrados...

Estreou muito bem, desfigurando o time e sendo goleado pelo Vasco da Gama. Na segunda partida, já mostrou sua face: falou mal de jogador em campo, e deu a entender que o importante é se adaptarem ao esquema pré-fabricado, e não que fizesse seu trabalho, criando algo que funcione com o elenco que possui.

Mais legal foi vê-lo dispensar Romário do jogo contra o Olaria. Suou pra ganhar, com um gol ao final, enquanto Romário fazia na praia os cinco gols de seu time na vitória sobre o de Edinho, Júnior e Renato Gaúcho -- provando, destarte, que não estava tão velho e fora de forma quanto se supunha.

Muitas frustrações mais tarde, e lá está o chefe da zaga de 90, aquele expulso contra a Argentina, fazendo-se de vítima da arbitragem, prometendo coisas e não cumprindo, e querendo se passar por santo no caso Edmundo. O animal precisa de carinho, ritmo de jogo, e um lugar em campo, que Ricardo não faz idéia de qual seja, porque não sabe armar time algum.

Mais triste ainda é a polêmica Ronaldo ou Luís Fabiano. A resposta correta é "ambos". Desde quando a seleção só tem um atacante? Não sei quem inventou isso, e temos dois excelentes aí -- Ronaldo, mais técnico e menos cabeceador, mais atrás, LF mais à frente. Óbvio, mas nããão...

Ainda sobre Ronaldo, é interessante notar como foi um dia visto como "o craque do século XXI": exemplo de forma física, pleno de explosões, não notavam o quanto era brilhante, técnico, que caberia facilmente em qualquer meio-de-campo do mundo. Veio a tragédia, e, conseguindo a artilharia da copa com oito gols, mudou o rumo da história, que uma vez mais pendia ao preparo físico, em vez do técnico.

Disse que terminará a carreira no Flamengo, não diz com que idade, apenas que estará com 150 quilos. E continuará muito melhor que os que lá estão. É provável que beije a camisa na cerimônia de iniciação, e muitos estarão prontos para vilipendiá-lo. Oscular camisa é ritual, deve ser cumprido, e o resto é conversa fiada.

quinta-feira, abril 29, 2004

Vendendo barato...

Gasparetto, um velho comerciante italiano de uma vila próxima a Bologna, encaminha-se em sua caminhonete aos campos da Toscana para comprar uvas. Não escolhe muito e rotorna com a carroceria abarrotada.
Ao chegar à cidade, Gasparetto monta a venda, as bancas, expões as uvas de forma irretocável e começa a chamar os fregueses:

VENHAM COMER ESTAS PORCARIAS!!! É TUDO UMA MERDA! NUNCA SE VIRAM UVAS TÃO PASSADAS E AZEDAS!!!

Um produtor de uvas que sempre ali passa,todas as vezes, ao ouvir Gasparetto com seu anúncio, parte para cime e enche-o de tabefes.

Por acaso estranhou esta historinha num blog destinado a esportes? Pois é...eu também. Mas explico.
A atitude do velho comerciante é igual a da TV que transmite o futebol nacional (cujo nome não divulgarei aqui). Compra o produto e o ar o esculhamba de todas as formas. Desde a arbitragem até a qualidade do gramado.
O campeonato carioca foi impressionante. Críticas e mais críticas durante a transmissão. Da arbitragem só se falamal, mas o que mais se estranha é que o comentarista além de ser ruim no ofício ora exercido, também era uma porcaria quando apitava.
Quando se faz umaparceria de transmissão e quer que seu produto seja rentável e bom, tende-se a participar da organização, a buscar parceiros para os clubes, dar uma boa verba para exigir-se um bom espetáculo.

Mas se insiste em agir como Gasparetto, logicamente pensando em comprar mais barato, mesmo que a venda não seja das melhores.

terça-feira, abril 27, 2004

MUITO INTELIGENTE

Alguns gênios instalaram um placar eletrônico no estádio Alvalade, em Lisboa, e só após a conclusão perceberam que, por um erro de projeto, cerca de 600 lugares tiveram a visão obstruída. Solução: reservaram o local para cegos, entrada franca. Talvez seja lenda urbana, mas não duvido de nada.

Mais idiota que isso, porém, foi Pat Tilmann, jogador de futebol americano que recusou um contrato de nove milhões para se alistar com o intuito de atirar em afegões safados.

Eu até entendo que seja divertido atirar nos outros, especialmente quando há toda uma pátria por trás, mas nove milhões não é algo que se despreze. Resultado: saco preto, bem feito... aposto que alguém fazia as provas por ele na universidade.

Shreq O'Neal é outro que vai rodar; disse que sonha ser policial quando se aposentar. É claro que isso é melhor que ser rapper, mas basta que surja um marginal fanático por um time adversário, para que a brincadeira acabe. "Aguarde e confie"...

Mas em termos de beocidade, há alguns casos clássicos, insuperáveis cada um à sua maneira:

(i) O jogador de basquete, que, revoltado, deu uma forte cabeçada contra o placar eletrônico. Resultado: ficou tetraplégico; até Miguel Patinhas de Paiva parece um sujeito consciente perto do sujeito.

(ii) Palermo, comemorando o fato de finalmente marcar um gol, ainda que contra um time da segunda divisão, foi pra galera, e viu sua perna quebrar quando os fãs se amontoaram junto à grade, fazendo até uma placa publicitária despencar.

(iii) Final do campeonato paulista de 1973: Armando Marques conta errado o número de pênaltis e encerra a partida; os jogadores da Portuguesa aproveitam a deixa e fogem pelo vestiário. O título é dividido.

Há inúmeros outros casos, claro, a começar pelos sujeitos que perderam toda sua fortuna ou saúde gratuitamente, ou morreram no exercício da profissão, ou cederam vagas olímpicas a outrem sem tirar um por fora; mas por hoje basta...

Ah, sim, houve uma exposição de arte em Londres este final de semana. Um filme mostrava Beckham dormindo durante uma hora e meia, após um treino no Real Madrid. Alguns críticos elogiaram bastante a peça. Hmmm...

domingo, abril 25, 2004

Uma buzina para Barrichello

Mais do que lembrar que estamos 10 anos sem Senna, devemos ressaltar que aturamos 10 anos de Rubinho. Esse cidadão, além de ser ruim de doer, teima em testar nossa inteligência e paciência. A Ferrari tem o melhor carro disparado? Tem. Mesmo assim ele consegue chegar em sexto lugar, atrás de duas Renaults, uma Williams e uma BAR. Como conseguiu tal proeza?
"Peguei muito tráfego..."

Alguma vez, algum infeliz disse a esse pobre coitado que ele iria correr sozinho? Que na F1 não podia ultrapassar? Ah, vai pentear macaco....

Botafogo ruma firme e forte à segunda divisão. Levir caiu e cogita-se Luxemburgo. Bem, duvido. Mas, apesar de estarmos na segunda rodada ainda, hoje cairiam Palmeiras e Botafogo....

Emaranhado em quantas.

Corrida magnífica de Rubinho. A cena da tentativa de ultrapassagem sobre o Ralph nos boxes - que coisa perfeita, vista pela câmera de seu carro. E as aparições de Schumacher atrás dele nas retas, já quase dando uma volta em cima do infeliz, antes da última parada. E uma vida toda atrás da Williams; daí vem o Alonso e passa de cara.

Sujeito admirável.

A merda da televisão transmitindo jogo da segundona no sábado é lastimável. Caxias e Sport, beleza. Esse ano não tem pacotão aqui em casa, foi um arrependimento geral ano passado. Por que não fazem pacotes dos campeonatos europeus? Merda de cabo.

Merda de campeonato. Um golaço do Alex de cabeça, pelo menos.

sexta-feira, abril 23, 2004

JOÃO SEM MEDO

A cegueira que acometeu Pelé esta semana traz à lembrança, inevitavelmente, a figura de João Saldanha, técnico da seleção durante as eliminatórias para a copa de 70, e que disse que o negão estava cego.

Hoje sabemos que, como sempre, o velho mestre tinha razão, o Rei do futebol era míope já então. E não era só de futebol que entendia, como a história abaixo atesta:

Em 1971, João Saldanha já tinha sido defenestrado da seleção brasileira e estava até aqui com a linha cada vez mais dura do governo militar. Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, era um jovem enxadrista em franca ascenção, bancado e protegido pelo presidente Médici e pelo então ministro da Educação Jarbas Passarinho, a quem agradecia a cada vitória, e estava cotadíssimo para receber o Golfinho de Ouro, prêmio do MIS dado à esportistas em destaque, mas que em 1970 tivera sido usado com fins políticos. Seria vítima da vendetta do João Sem Medo.

Quando os conselheiros de esporte se reuniram, o nome de Mequinho veio rapidamente à baila, apenas para ser contestado por Saldanha, que sacou o lance das cartas marcadas:

- Só que xadrez não é esporte!

A hipótese era sagaz: João acessorara Antonio Huaiss, Otto Maria Carpeaux e mais uma dúzia de sumidades nos verbetes de esportes da futura enciclopédia Mirador, onde o xadrez havia sido definido como "atividade lúdica", não esporte. Seguiu-se a troca de argumentos:

- Xadrez aparece na página de esportes do jornal.

- Ora, o anúncio das pastilhas Valda também...

- Xadrez é uma competição, logo é esporte!

- Se fosse assim, concurso de miss e festival da canção também seriam esporte, porque há competição.

- É, mas nenhum dos dois têm uma confederação para regulamentar...

- Se o negócio é uma confederação, e os bispos têm a deles, então tem vaga para São Jorge na coluna do turfe...
O prêmio Golfinho de Ouro 1971 foi para Buck, técnico de remo.

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E uma outra história que podem achar no livro do João Máximo, uma que mostra quanta coragem tinha o Saldanhã João...

O Carro de João Saldanha levara uma fechada de um caminhão. O motorista, um portuga casca-grossa, daqueles de vestir camisa do Vasco e calçar tamanco em crônica do Veríssimo, já desce da boléia com um porrete dessa idade na mão. Magrinho, pequeno, Saldanha mandou:

- O que que há, patrício? Um homenzarrão que nem você não vai precisar de um porrete desses para bater num magricela que nem eu.

O galego vacilou, João era bom de bico:

- Joga esse troço fora e vem dentro!

O português ponderou, mediu Saldanha com o olho e acabou largando o porrete. Já ia virando o primeiro tabefe quando João gingou, num drible de corpo apanhou o porrete e quase moeu o motorista de tanta paulada.



Um furto á propriedade intelectual do KibeLoco®

quarta-feira, abril 21, 2004

O maior do Rio e do Brasil

Depois uma longa ausência, voltei. E voltei campeão estadual. Não vou sacanear os vascaínos, pois não chuto cachorro morto. E hoje já começa o Brasileirão 2004. E pai Hosken, para adiantar o tédio que será o campeonato, revela 3 dos 4 rebaixados: Botafogo, Paraná e Guarani. O campeão? Esta nem é difícil, será o time que o Zinho joga, como nos últimos 452 campeonatos...
Dados sobre o Estadual:

Títulos
A partir de 1923 (ano em que o Vasco começou a jogar o estadual):
Flamengo 24
Vasco 22
Fluminense 21

Na era Maracanã
Flamengo 18
Vasco 14
Fluminense 14

Após a profissionalização do Futebol
Flamengo 22
Fluminense 20
Vasco 19

Desculpem a longa ausência, prometo não me distanciar novamente dos meus leitores. Também não ocorre nada de novo no mundo dos esportes. Guga perde na primeira rodada, Valentino Rossi e Shumacher vencem, Maradona dá uma cheirada, Vasco é vice... Acabo ficando repetitivo.

Com toda a propriedade......será?

Em meio às honrarias que marcarão o 10º aniversário da morte de Ayrton Senna, uma voz destoa da multidão que endeusa o ídolo brasileiro e o põe como o melhor piloto de todos os tempos: trata-se do pulha, do inoperante, do inerte e atabalhoado - porém campeão do mundo - Damon Hill.

Primeiramente, falemos deste cidadão. D. Hill foi um dos piores pilotos que já passaram pela F1. Um piloto lento e burocrático que só ganhou corridas porque tinha um excepcional carro nas mãos (lembre-se que a Ferrari já fez Irvine ganhar corridas; hoje em dia, carro é tudo). Este cidadão só conseguiu entrar no circo da F1 graças à influência do pai que fora grande piloto e todos pensavam que aconteceria o mesmo com o filho. Exemplo parecido, só que em outro esporte, é Jordi Cruyf, que não joga metade do que o Iranildo joga - ou seja, nem um milésimo do que o pai jogava. Edinho, o frangueiro do Santos, filho do Édson (não consigo aceitar que ele seja filho do Pelé) é outro exemplo.

Voltando à F1. D. Hill, por incrível que pareça, escreve uma coluna no jornal inglês The Times e em seu artigo afirmou "(...) estou convencido de que ele cometeu um erro. Mas muita gente jamais aceitará que pudesse cometê-los. Por que não? Cometeu muitos erros na sua carreira. Não era um deus". Ao ler isso, a minha primeira reação foi asco. A segunda, receio. Asco porque D. Hill não é ninguém no mundo do automobilismo - apesar de ser campeão mundial, mas isso só demonstra a incongruência dos tempos modernos. Ele não tem moral para falar de Jacques Villeneuve e Michael Andretti, que dirá de Ayrton Senna. Escreveu tal texto não para expor sua opinião, mas para ter espaço em outros meios de comunicação, uma vez que ninguém (pelo menos no Brasil) se lembrava da existência do inoperante piloto britânico. Tive receio por pensar o seguinte: D. Hill, por ser o piloto tão ruim quanto era, entendia de erros...

Mas a opinião que prevalece é a primeira. D. Hill é um pulha, um nada, um fraco.

terça-feira, abril 20, 2004

"Eu queria ser uma abelha pra pousar na sua flor....."

Campeonatos estaduais encerrados. Campeões definidos. Confesso que não gostei de 99% dos ganhadores. Talvez só o Cruzeiro mereça minha consideração. Mas não pus este título idiota neste post pra falar de coisa séria.

Estava eu quito no meu canto, vendo o Linha de Passe, da ESPN-Brasil, e havia uma matéria especial sobre o campeonato baiano. Primeiramente uma passagem pela família do Vampeta e uma pergunta fica no ar: como um cidadão cuja beleza é comparada à mistura de vampiro com capeta pode ter uma mulher tão bonita?
$em re$po$ta...

Até aí tudo bem. O problerma é quando mostram a entrega do troféu e quem lá se encontra? Luis Caldas. A bichinha baiana que dançava descalça.

Pra promover um campeonato, os dirigentes fazem loucuras.

SANTA MARADONA

Tenho um conhecido que aos seis anos caiu num buraco e foi salvo por um velhinho, que lhe ensinou tudo o que sabe; ele trocou todos os amigos por uma pelota de couro e foi feliz para sempre.

A história de Maradona foi mais ou menos ao contrário: trocou a pelota pelos amigos, sua carreira virou pó, e o resto é novela mexicana. Uns bobos, semianalfabetos e politeístas, até fundaram uma Igeja em seu nome -- o que, de qualquer forma, é menos ruim do que fundar um banco...

Tenho acessado a internet a cada seis horas, buscando notícias sobre o estado de doença de Maradona, mas só consegui aumentar o número de vírus em meu PC, ter minha conta bancária vilipendiada e obter algumas informações colaterais.

Aprendi, por exemplo, que um time da região das letrinhas foi campeão paulista, que o cruzeiro ainda vale em Minas, e que puseram água não apenas no chope do Vasco, mas dos demais campeões estaduais, vez que o Brasileirão começa já amanhã, no grave feriado do rapaz que foi morto mais por sua imperícia bucal que por qualquer plano revolucionário...

No mais, os playoffs da NBA não apresentam surpresas até o momento, e os feridos da NFL parece que sobreviverão... se o pibe de oroz morrer enquanto trafego de ônibus até o trabalho, que se registre ter marcado 345 tentos em 679 partidas, o que prova de forma definitiva que foi muito melhor que Pelé.

quinta-feira, abril 15, 2004

NONGENTÉSIMO

O bom velhinho marcou dois esta noite contra o Grêmio, chegando ao 899o. gol de sua carreira. Mas nojento mesmo são os campeonatos estaduais, cuja conquista é mais ou menos tão significativa quanto ser campeão de corrida da rua.

Desde que o América acabou, o campeonato mineiro não existe, o gaúcho prescinde de lógica, o paulista faliu, e o carioca é disputado pelas piores equipes de Vasco e Flamengo dos últimos vinte anos. Quem fala sobre estadual não se dá o respeito, eu me recuso.

Copa do Brasil também não dá: sem os melhores times brasileiros, perde todo o sentido, parece até a copa da UEFA, só que sete vezes setenta e sete vezes piorada.

E há a Libertadores da América, agora com 900 equipes, que mudou seu nome pra Toyota. Se isso não diz tudo, não serei eu quem irá completar.

sábado, abril 10, 2004

Check-Up completo num insulto

A população madrileña convive com um problema que só depende de uma boca para ser sanado - e algumas voltas ao rodor do campo também. Ronaldo está uma baleia de gordo. Bussunda - que o interpreta no programa Casseta&Planeta® - está mais magro do que o seu imitado.

No último treino do Madrid, a torcida chamou o Fenômeno de GORDO e o craque da seleção brasileira, protegido do Galvão, não gostou e retrucou com gestos.

Depois que Ronaldo começou a fazer comercial de supermercado, ele ganhou peso e nunca mais voltou a ser fino (nem na sulhueta, nem com a torcida). Talvez o cachê seja pago com produtos gordurosos, laticínios e um suíno completo da seção de carnes.

A torcida do Madrid fez em uma palavra, em um insulto, um check-up completo da situação do jogador que,mesmo fazendo gols pelo time, não vem rendendo o que se espera dele. A verdade deve ter doído ao barrigudo...digo....jogador.

Há uma explicação: o mercado de alimentos e produtos para solteiros é muito escasso e como o nosso centroavante acaba de se separar, ainda se acostuma com a realidade de solteiro. Como não encontra porções para solteiros, manda pra dentro uma porção de casal inteira.

E assim cultiva-se uma exemplar barriga, digna de inveja no clube do Chopp (para não o chamar de gordo).

sexta-feira, abril 09, 2004

ABC F.C. ou C.R.(na marginal Tietê) ABC

Juro, se me dessem 19 atletas razoáveis, 2 goleiros e, idealmente, os outros 17 com o mínimo de 7000 pontos no decatlo (relaxando essa condição tomaria 4 lançadores de disco ou dardo, 5 corredores de 1500m, 5 corredores de 400m e 3 de 100m), cada um o melhor jogador de futebol de sua rua, formaria um time melhor que o São Caetano, talvez até mais competitivo que a seleção brasileira.

Armaria o time num 4-4-2 tipicamente bretão, dois lançadores na zaga, corredores de mil e quinhentos nas laterais e como volantes, os de quatrocentos abertos nas alas e dois de cem para puxar os contra-ataques, sendo ao menos um deles alto o suficiente para cabecear bolas alçadas na área.

O duro seria ter que assistir aos jogos, por isso contrataria algum sulista para ficar no banco e fazer substituições aos quinze e trinta minutos do segundo tempo, 400 ou 1500 por 400 e 100 por 100 ou lançador, respectivamente.

Comentário Sobre PAR x BRA

Historicamente, acredito, o primeiro confronto entre Brasil e Paraguai se deu numa guerra, com mando de campo para os guaranis. Agora que vivemos em tempos pacíficos e como tal país não possui uma escola de samba decente, somos obrigados a assistir transmissões televisivas no campo desportivo. Nada mais patético que perder para os paraguaios na Copa Davis... Portanto volto meus olhos ao futebol.

Alguns amigos podem até reclamar do apagão paraguaio, mas eu, sinceramente, agradeço nossos vizinhos por o que considerei um presente. Explico-me: aqueles 20 minutos me permitiram fazer uma caipirinha caprichada, e sem ela não teria conseguido dormir a maior parte do segundo tempo.

Quanto ao jogo, acredito que não haja muito a comentar. Só gostaria de ter uma visão do campo inteiro toda vez que o Dida tenta uma reposição de bola. Não é possível que o bicão para a zaga adversária seja a única jogada de um goleiro de seleção. Ele podia pelo menos mirar um dos nossos, ou até mesmo dar a bola pro Lúcio baixar a cabeça e trotar à frente.

Falando no Lúcio e com os cavalinhos de Atenas em mente, fico imaginando se não seria permitido colocar uma cela no rapaz e um anãozinho com QI de primata o guiando em campo. Se não for possível no futebol, tenho certeza que seria um belo conjunto para a seleção brasileira de pólo, aí sim: não tem pro Paraguai!

Chegou o craque.

Qualquer jogador meia boca pode sonhar com a Itália. Não entendo porque os times europeus fazem certas contratações de brasileiros. Acho que é por status; deve pegar mal não ter pelo menos uns três caras de fora, latino-americanos, de preferência.

Tem um sujeito brasileiro no Brescia chamado Matuzalém. Não tenho a menor idéia de quem seja ou como conseguir chegar lá. O Fábio Bilica é do Ancona. E o Mozart também está no país. Aquele craque.

Pode ser que saia mais barato também, sei lá. Vai entender.

E o Corinthians se prepara para o Brasileiro: estréia Piá no time, com derrota contra o Ituano. Piá. Sem comentários.

Ainda que o Gil volte a jogar, ainde que o Rogério não se contunda, ainda que o Fábio Costa faça milagre - não dá pra levar a sério esse time. Rivelino desistiu do trabalho, não deu conta de ser diretor técnico no meio do tumulto. E o Citadini disse que o time é bom, só que ainda não conseguir jogar seu verdadeiro futebol.

Um vice-presidente platônico, pode-se dizer. Lamentável.

quinta-feira, abril 08, 2004

ADMIRÁVEL BOMBA NOVA

Pré-Olímpico da Nobre Arte no Riocentro. O primeiro dia registrou cinco torcedores; hoje, há a promessa de quatro testemunhas; para a sexta da paixão, oito já foram os ingressos vendidos. Quem sabe no dia de malhar o Judas o pessoal não se empolga e vai?

Mas o público até que é grande, dada a qualidade de boxe apresentado... Três brasileiros já foram desclassificados, inclusive um medalhista do pan. Se não houver zebras como na Liga dos Campeões, parece que aos nossos pugilistas restará o caminho dos artistas convencionais: da pobreza, humildade e trabalho nos sinais de trânsito da cidade.

Sim, tentarão antes o profissionalismo, mas não conseguem vaga nem naquela associação maluca que considerava Maguila o campeão do mundo. São um desperdício de dinheiro, de tempo, de espaço.

A solução para o boxe nacional consiste em organizar desafios contra Cuba, mas não pela troca de experiência: oferecendo uns dois contos pra cada, eles desertam. A medalha mais certa e barata da história.

Barrica Borracheiro

Celso Itiberê, respeitado e graduado jornalista do mundo automobilístico - disse que a Williams® paga caro pela mão-de-vaca do dono da equipe - The Uncle Frank - que não quis contratar Barrichello, mesmo gastando mais, para que seu carro fosse acertado pelo piloto brasileiro.

Barrichello sempre foi um bom acertador de carros - demonstrou isso na Jordan® e na Stwart® - mas proporcionalmente à sua capacidade de quebrá-los também. Rubens tem que ser piloto de testes. Além de acertar a configuração ideal para o veículo, ainda há o teste de resistência da máquina e seus componentes.

Admiro The Uncle Frank pela ousadia em colocar dois pilotos jovens e arrojados, mas peca pelo trabalho de bastidores. Tem um dos motores mais potentes, mas carro vencedor não é só isso. Já dizia o slogan de uma fábrica de pneus: POTÊNCIA NÃO É NADA SEM CONTROLE. Montoya e Schummacher II são muito bons pilotos (o segundo nem tanto; o primeiro é fora de série). Levam o carro no limite em todas as provas mas ainda não têm maturidade para bater o füher Michael Schummacher.

Na década de 70, Fittipaldi ganhou respeito porque ele mesmo construía, montava e desenvolvia o prórpio carro numa oficina na Inglaterra. Os brasileiros têm boa noção de mecânica, isso porque até pouco tempo atrás, os veículos que aqui rodavam eram umas carroças¹ e todo mundo se virava com as ventuínhas e os cebolões.

Itiberê diz que a Williams® ganharia com um piloto como Barrichello para acerto de carro. Afirmo que perderia muito na pista².
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1. assertiva de F. Collor de Melo.
2. mas quem sou eu pra contestá-lo???

terça-feira, abril 06, 2004

IMBATÍVEL: Flamengo é o clube com maior número de títulos

* Título Brasileiro: 5 (há controvérsias).
* Título de Campeão Carioca: 26
* Títulos Internacionais: 2
* Títulos protestados no TRT: 5.244
* Títulos protestados na Justiça Civil: 922
* Títulos protestados na Justiça Federal: 735
* Títulos protestados nos Cartórios de Títulos e Documentos do Rio de Janeiro: 14.643

Totalizando, são mais de ... 21.000 títulos, ou seja, os outros clubes não passam nem perto !!!

Muller: Aposentado e Injustiçado

O Ipatinga, time de poucos recursos do interior de Minas (por assim dizer), cansado de pagar ao velho craque para esquentar o banco, resolveu demitir o técnico e dar ao atleta de Cristo a função. É provável que os vídeos em que aparece pregando numa igreja evangélica tenham pesado na decisão.

Muller era tão superior a seus contemporâneos, que, para não os humilhar, tornou-se o único jogador da história que passou a carreira inteira jogando de costas. Até seu gol mais importante foi dis costas, como os torcedores milaneses bem devem recordar.

O maior injustiçado da famigerada lista de Pelé; um gênio, e como todo gênio, incompreendido.

Calçar as chuteiras da humildade, isso foi Muller. Não reclamou de Pelé, sobreviveu ao meio sujo do futebol de cabeça erguida -- ainda que voltada para o lado errado do campo --, aceitou de bom grado a sombra de Careca, e ainda fingiu contusão para ceder a Romário a vaga na copa de 94.

Muller sai dos gramados para entrar no limbo da história. Vai tarde...

N.B.A.: Tempo de Absoluta Classificação

A temporada regular da NBA está chegando a seu termo, playoffs vêm aí, e já podemos analisar a participação dos brasileiros este ano, talvez respondendo à pergunta: como uma seleção que possui três jogadores na liga norte-americana ficou em sétimo no torneio pré-olímpico das Américas?

Vejamos... Leandrinho joga, ocasionalmente, no último colocado da conferência oeste. Nenê é titular do Denver, que segue fora da zona de classificação; o único num time decente é Alex Garcia (quem?), do San Antonio Spurs, que já totalizou treze minutos em quadra esta temporada. Hmm... acho que entendi.

A última vez em que o Brasil foi a uma olimpíada, Oscar ainda jogava. Com os principais jogadores fora do país -- Varejão na europa --, e um técnico que aconselha ao time arremessar sempre de três, apesar do aproveitamento ser mixo, nunca mais iremos a uma.

Ponto bom é que sobra tempo de transmissão para esportes talvez mais interessantes, e decerto com maiores chances de medalha. Aliás, a única graça do basquete é torcer contra o Dream Team. Cada vez menos Dream, e ainda londe de ser team. Imbatível, ainda que todavia.

domingo, abril 04, 2004

Pé-de-Foice roça cana

Uma bomba está para explodir no mundo futebolístico mundial. Mesmo que eu seja desmentido logo em seguida, deu nos jornais que o zagueiro Odvan pode ir para a Itália.
É bom pelo fato de não ver este sujeito feio (de dar dó) e ruim de bola pra caramba desfilando seu repertório de uma m... só pelos gramados brasileiros.

Talvez seja pelo escândalo Parmalat®, os italianos querem fazer um favor aos brasileiros que nem puderam chorar sobre os laticínios derramados e querem nos livrar da Assombração de Campos (já chamado de Central do Brasil e Godzilla, pelo excelente radialista Edson Mauro Cooooooooomunicando).
Agradeço.

Não foi informado o clube para o qual Odvan vai se apresentar e causar espanto na torcida. Seja para onde for, a cidade vai ficar mais feia e com um futebol pior.
Coitada da Bella Itália!

MEDALHA, MEDALHA, MEDALHA
ou rubinho escolheu o esporte errado

Várias observações podem ser feitas a respeito da etapa do mundial de Ginástica que ocorre no Rio de Janeiro, a mais nivelada por baixo de toda a história.

Em primeiro lugar, o constrangimento de Diego Hipólito, sequer classificado às Olimpíadas, ao ganhar suas áureas medalhas, sabendo que está longe de merecer alguma. Mas é por isso que adoro todos os esportes de nota: sempre puxam a brasa pra sardinha da casa.

Em segundo lugar, o ar de "reconheçam meu talento" da irmã do voz-que-solicita. E lágrimas e mais lágrimas escorrendo por seu implácido semblante, a clássica marca do esportista de segunda linha. A seu lado, uma outra brasileira, tal de Camomila, levou a prata; é uma magavilha.

Daqui a pouco tem Mosiah, que de forma alguma abrirá o mar de sangue de nossas medalhas em Atenas, e mais tarde será a vez da filha do Edílson, pra fechar com chave de ouro... Chave de ouro? Ao som da pior versão do batido brasileirinho, e num uniforme pleno de purpurina e lantejoulas? Quando muito, dourada.

sexta-feira, abril 02, 2004

AH!! Meu amigo Rolimã!

Lendo o meu jornal - O Globo®¹ - vi uma foto de Schummacher passeando pela pista Barhein de Vespa®. O comentário dos pilotos é que a pista é muito fácil, com curvas lentas o que não exige muito do braço do piloto, podendo ser percorrida, se tivesse a famosa banguela², por um carrinho de rolimã.

Este intróito tem o intuito de sacanear o Barrichello, que foi o mais rápido nos treinos livres do circuito árabe. Não sei o que significa um circuito ser 'fácil' para um piloto. Dependendo de quem dirige um carro, todos os circuitos são fáceis ou difíceis. Para Senna e Prost, Spa é fácil e gostosa de dirigir; pra Ricardo Patrese³, era uma tarefa penosa fazer a primeira curva do referido circuito belga. A diferença está sdempre entre o banco e volante (mesmo que tenha motor Ilmor®).
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1. ainda não ganhei um puto fazendo propaganda deste jornal.
2. ladeira; descida.
3. será parente do Athayde?

Bomba no automobilismo

Em profundas pesquisas, cruzando vários dados e indo aos grotões do automobilismo descobri um caso incrível, que com exclusividade aqui será exposto para meus leitores brasileiros e Francescoli, meu leitor uruguaio.

“São Paulo, 23 de maio de 1972. Antônio Maria Coelho de Barros andava pelo Ibirapuera com sua bicicleta quando não mais que de repente um colega de trabalho o chamava urgentemente para o hospital maternidade. Uma das suas namoradas acabava de dar a luz.
Desesperado, já que era casado e sua amante também era, entrou em contato com a antiga namorada e deixaram tudo esquematizado: fingiriam que nunca tinham se conhecido e que o corno seria o pai de criação.
Como homem sério-virtuoso-honesto-bom-moral ilibada, ele sempre deu um jeitinho para não se afastar completamente do seu novo filho. Esportista, competia no ciclismo e tinha como sonho que seus filhos também seguissem o caminho da velocidade. Para o mais velho, comprou de presente um triciclo quando este completou 3 anos de idade. O bastardo, como não era um bom equilibrista, teve que ganhar um kart.
Os anos passaram e o pai, todo orgulhoso, viu o primogênito ir para a motovelocidade e o outro para F-1.”

Conto tais fatos (fictícios), por que para mim é a única explicação para duas ruindades como Alexandre Barros e Rubens Barrichello. Repare que Barrichello é barro (numa alusão a Barros) com ichell no meio (que em javanês quer dizer aquele que se esconde). O primeiro pula de Honda para Yamaha, depois da Yamaha para Honda e sempre reclama da moto, apesar de ter o melhor equipamento das respectivas montadoras nos últimos dois anos. Este ano, é o primeiro piloto da Honda, ocupando o lugar do Valentino Rossi na equipe Repsol/Honda (a Ferrari da motovelocidade). Pai Hosken aposta que será a choradeira de sempre. Nos primeiros testes, em Barcelona, já ficou em 14˚ lugar. Quem foi o primeiro? Valentino Rossi. O segundo então nem se fala. Só a história anterior para explicar o carma que eles carregam.



Rubinho, mostrando seu complexo, tentando transformar sua Ferrari numa moto


Nota de Rodapé:

Cacá Bueno ganhou mais não levou a primeira etapa da Stock car. Foi desclassificado por irregularidade no posicionamento da bomba da direção hidráulica do seu carro. Quero ver agora quem tem garrafa vazia pra vender....

Proponho à FIFA.

Aborrece ver um time desnorteado em campo. Bebo minha cerveja e olho a TV irritado. Nada mais horrível que ver um time tentando jogar e não conseguindo - aquela hora em que o zagueiro sai correndo feito vaca louca pro ataque, o volante chuta do meio de campo pra arquibancada, o goleiro avança pra fora da área sem motivo nenhum pra isso.

Um rei preto e um branco ao lado do campo dariam jeito na situação de forma mais honrosa.

Outra coisa é time dando uma de besta dentro de campo. Craque tocando a bola desanimado, gastando o tempo, entediado com o adversário de merda.

Aí uma regra de decência talvez bastasse. Uma arrancada com quatro bons dribles seria morte súbita, por exemplo. Ou dois chapéus seguidos, emendados. Ou quem sabe empurrar a bola com a bunda pra dentro do gol. E embaixadinhas, claro - um minuto de embaixada e ponto final, jogo decidido.

As regras deviam ter o show como objetivo - ou ao menos a humilhação pública.

Vontade de ver o gol do Nelinho contra a Itália, 78. Acho que só vi uma vez, deve estar totalmente distorcido em minha memória; cacetada de trivela, do canto direito. E ainda falam de Mancini.

Upa, Upa, Upa, Cavalinho sem Medo
Leva pra Atenas Gente Fora do Enredo


Devido ao tapetão, mais pseudos onerarão o Estado de que tanto me abano indo a Atenas, nenhum deles uma dama de vermelho, ou com a mínima chance de medalha...

Fico feliz pelos cavalos*, que trabalham feito burros de carga e não têm o devido reconhecimento. No que concerne aos desportistas, espero que passem vergonha; muita. Ou daqui a pouco até o Galvão consegue vaga, fica igual a vestibular da Gama Filho.

(*) a propósito: a clonagem humana ainda é tabu, mas eqüinos transgênicos valeriam?

E a única razão por que não maldigo de vez hipismo e equitação é serem dos poucos esportes que jamais veremos defendidos na televisão como forma de tirar as crianças do caminho da marginalidade.

quinta-feira, abril 01, 2004

Reco-reco, Bolão e Azeitona

Tinha outros plano para a noite de ontem. Jogo da seleção brasileira já deixou de ser programa obrigatório para os patriotas-nacionalistas adoradores do nobre esporte bretão. Hoje é exercício masoquista ou pura apurrinhação.

O time nada joga. Não demonstrou perigo uma vez ao gol do Paraguay. Não chutou uma vez ao gol. O jogo já começou mal, com a queda de energia e uns 20 minutos de paralisação. Eis o sadismo da Globo®: ao invés de colocar comerciais, gols, participação dos telespectadores via e-mail ou até mesmo transmitir a propaganda eleitoral gratuita-e-obrigatória do PRONA, deixou-nos com 20 minutos de Galvão Bueno, Falcão (a Libélula de 82) e Arnaldo César Coelho (o Bobão).
Findo o massacre com o telespectador, recomeça o jogo - e com ele recomeça o massacre. 90 minutos de pura perda de tempo.
Galvão Bueno mandou uma muito boa, aniquilando com a História e suas descobertas: "a defesa do Brasil não é lá essas coisas, mas o ataque do Paraguay também não é a 5ª maravilha do mundo". MAS HEIN?! E eu jurava que as maravilhas eram 7....

Parreira até que convocou certo - com exceção do Lúcio - mas armou o time na retranca, o que era desnecessário na metade do 2º tempo, quando o Paraguay abriu o meio-de-campo pro avanço brasileiro. O trio brasileiro tentava alguma coisa, mas Ronaldo parecia uma bola e rolava em campo; Kaká até que tentou alguma coisa e o Gaúcho só deu bola fora. Quando o Paraguay se abriu (sem trocadilhos, por favor), o jogo virou um jogo para o Felipe Mãozinha,mas Parreira é muito burocrático. Pra ser titular, o jogador tem que protocolar um pedido em 7 vias, para depois ver, lá aos 47 do 2º tempo, se vai ser deferido.